Em
duas semanas terá início a temporada do futebol brasileiro. Clubes e seleções
sonham com o título do campeonato brasileiro, dos campeonatos regionais, da
Libertadores, da Sul-Americana e, para rechear ainda mais o calendário, a tão
aguardada Copa do Mundo. Mas, em Sumaré, a expectativa gira em torno da
seguinte pergunta: quem será capaz de segurar o Fumaça? Potência do futebol
amador e que ousa desafiar os principais times da Região Metropolitana de
Campinas (RMC).
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Torcida do Fumaça o seu 12º
jogador
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Sediada
no bairro Matão e com 16 anos de existência, a equipe teve saldo positivo no
ano passado com a conquista do Campeonato Amador de Sumaré, disputado por 104
equipes. De quebra, o time faturou o vice-campeonato da Copa Metropolitana,
sendo derrotado na final pelo Parque Brasília, de Campinas, em jogo realizado
no Centro Esportivo Sumaré.
É
impossível ignorar os resultados forjados após anos de luta dentro do futebol
amador de Sumaré. Uma história com requintes de acaso e solidariedade. Tudo
começou em abril de 2001, quando um grupo de amigos, que jogava regularmente
futebol society, decidiu ir mais além. Com o apoio financeiro de uma família,
proprietária de uma loja de roupa na Avenida Emílio Bosco, que após passar anos
patrocinando em várias equipes, decidiu concentrar esforços em um único time do
bairro Matão: o Fumaça. A estréia em competições no futebol de campo aconteceu
na Copa Matão, em 2002, e desde então o Fumaça conquistou títulos e o a
admiração dos moradores da cidade.
AMADOR
COM ORGULHO
Desde
o início, em 2001, a preocupação da direção do Fumaça sem foi direcionada no
sentido de sustentar os preceitos que fazem parte da essência do futebol
amador: os 57 jogadores que pertencem ao plantel e que participam dos diversos
campeonatos durante o ano não ganham um real pelo esforço. No máximo, o que
existe é o pagamento de combustível para os jogadores que residem em outras
cidades."Temos jogador até de Santa Bárbara dOeste", disse Manoel
Luiz Neto, funcionário público e integrante da diretoria do Fumaça, Futebol,
Samba e Cerveja, nome oficial do clube.
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Fumaça tri-campeão
sumareense
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E,
como todo time amador que se preze, existem duas sedes que abrigam Fumaça.
"No Matão, temos o bar do Gilvan para a torcida confraternizar e o bar do
Luciano (presidente do clube), onde fica a sede mesmo do time", disse
Manoel.
A
história, a torcida apaixonada e a conquista de títulos faz com que muitos
oponentes apareçam durantes as competições. O tricampeonato amador de Sumaré
(2010, 2014 e 2017), seguido por outras conquistas de expressão como as cinco
conquistas da Copa Matão, o bicampeonato da Copa Integração, disputada entre
times de todas as divisões, elevou o Fumaça de patamar e despertou os olhares
dos times da região. Se dentro do bairro Matão o Camarão é o rival, na RMC o
Parque Brasília, atual campeão da Copa Metropolitana, é o principal alvo.
Tantas
conquistas atraem o público. Em jogos normais, aproximadamente 500 pessoas
comparecem aos jogos. Já em decisões chegam a 1000 pessoas. "Na final da
Copa Metropolitana atraíamos quase três mil pessoas. Mas sabemos que a decisão
foi o motivo", finalizou Manoel.


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