sábado, 13 de janeiro de 2018

NÃO É SÓ FUTEBOL. É O FUMAÇA!

Em duas semanas terá início a temporada do futebol brasileiro. Clubes e seleções sonham com o título do campeonato brasileiro, dos campeonatos regionais, da Libertadores, da Sul-Americana e, para rechear ainda mais o calendário, a tão aguardada Copa do Mundo. Mas, em Sumaré, a expectativa gira em torno da seguinte pergunta: quem será capaz de segurar o Fumaça? Potência do futebol amador e que ousa desafiar os principais times da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Torcida do Fumaça o seu 12º jogador
Sediada no bairro Matão e com 16 anos de existência, a equipe teve saldo positivo no ano passado com a conquista do Campeonato Amador de Sumaré, disputado por 104 equipes. De quebra, o time faturou o vice-campeonato da Copa Metropolitana, sendo derrotado na final pelo Parque Brasília, de Campinas, em jogo realizado no Centro Esportivo Sumaré.

É impossível ignorar os resultados forjados após anos de luta dentro do futebol amador de Sumaré. Uma história com requintes de acaso e solidariedade. Tudo começou em abril de 2001, quando um grupo de amigos, que jogava regularmente futebol society, decidiu ir mais além. Com o apoio financeiro de uma família, proprietária de uma loja de roupa na Avenida Emílio Bosco, que após passar anos patrocinando em várias equipes, decidiu concentrar esforços em um único time do bairro Matão: o Fumaça. A estréia em competições no futebol de campo aconteceu na Copa Matão, em 2002, e desde então o Fumaça conquistou títulos e o a admiração dos moradores da cidade.

AMADOR COM ORGULHO

Desde o início, em 2001, a preocupação da direção do Fumaça sem foi direcionada no sentido de sustentar os preceitos que fazem parte da essência do futebol amador: os 57 jogadores que pertencem ao plantel e que participam dos diversos campeonatos durante o ano não ganham um real pelo esforço. No máximo, o que existe é o pagamento de combustível para os jogadores que residem em outras cidades."Temos jogador até de Santa Bárbara dOeste", disse Manoel Luiz Neto, funcionário público e integrante da diretoria do Fumaça, Futebol, Samba e Cerveja, nome oficial do clube.

Fumaça tri-campeão sumareense
E, como todo time amador que se preze, existem duas sedes que abrigam Fumaça. "No Matão, temos o bar do Gilvan para a torcida confraternizar e o bar do Luciano (presidente do clube), onde fica a sede mesmo do time", disse Manoel.

A história, a torcida apaixonada e a conquista de títulos faz com que muitos oponentes apareçam durantes as competições. O tricampeonato amador de Sumaré (2010, 2014 e 2017), seguido por outras conquistas de expressão como as cinco conquistas da Copa Matão, o bicampeonato da Copa Integração, disputada entre times de todas as divisões, elevou o Fumaça de patamar e despertou os olhares dos times da região. Se dentro do bairro Matão o Camarão é o rival, na RMC o Parque Brasília, atual campeão da Copa Metropolitana, é o principal alvo.

Tantas conquistas atraem o público. Em jogos normais, aproximadamente 500 pessoas comparecem aos jogos. Já em decisões chegam a 1000 pessoas. "Na final da Copa Metropolitana atraíamos quase três mil pessoas. Mas sabemos que a decisão foi o motivo", finalizou Manoel.



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